ENGA 2018

ENCONTRO NACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA
Questão agrária e práxis social no século XXI: impasses, desafios e perspectivas.

Apresentação - ENGA 2018




Breve registro histórico

O Encontro Nacional de Geografia Agrária (ENGA) é um evento temático, que surgiu com o objetivo de aglutinar pesquisadores interessados em debater, refletir e compreender as questões e desafios colocados para a compreensão do campo brasileiro. O primeiro encontro aconteceu em 1978, no município de Salgado (SE), quando então havia apenas 5 cursos de Pós-Graduação em Geografia, a saber: USP (2); UNESP de Rio Claro (1); UFRJ (1) e UFPE (1).

A contribuição dos pesquisadores nas reflexões, na criação de espaços de interlocução e debates tem sido fundamental, permitindo o desenvolvimento e o fortalecimento desse campo do saber, que como a própria realidade socioespacial, é dinâmica e necessita estar em contínuo movimento. Nessa trajetória, foram fundamentais as contribuições de Orlando Valverde, Manoel Correia de Andrade, Pasquale Petrone, dentre outros, na consolidação da Geografia Agrária brasileira.

Desde então, já foram realizados 23 ENGAs sediados posteriormente em outras instituições, ocorrendo em diferentes regiões brasileiras. Destaque-se que, dos vinte e três ENGAs ocorridos, onze foram na região Sudeste, seis no Nordeste, cinco no Sul e apenas um no Centro-Oeste, realizado nos anos 2000, em Goiânia.

Em 2018, o XXIV ENGA acontecerá em Dourados, sendo o primeiro ocorrido no Estado de Mato Grosso do Sul, o segundo, na região Centro-Oeste, num momento em que o evento completa quarenta anos de existência. São quatro décadas de reflexões, debates, parcerias, diálogos entre pesquisadores, acadêmicos e profissionais comprometidos com o avanço do conhecimento para a compreensão da realidade agrária brasileira.

Registramos aqui os encontros anteriores:

  • II Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Rio Claro (SP), em 1979;
  • III Encontro Nacional de Geografia Agrária, no Rio de Janeiro (RJ), em 1980;
  • IV Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Uberlândia (MG), em 1983;
  • V Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Santa Maria (RS), em 1984;
  • VI Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Garanhuns (PE), em 1985;
  • VII Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Belo Horizonte (MG), em 1986;
  • VIII Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Barra dos Coqueiros (SE), em 1987;
  • IX Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Florianópolis (SC), em 1988;
  • X Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Teresópolis (RJ), em 1990;
  • XI Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Maringá (PR), em 1992;
  • XII Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Águas de São Pedro (SP), em 1994;
  • XIII Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Diamantina (MG), em 1996;
  • XIV Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Presidente Prudente (SP), em 1998;
  • XV Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Goiânia (GO), em 2000;
  • XVI Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Petrolina (PE), em 2002;
  • XVII Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Gramado (RS), em 2004;
  • XVIII Encontro Nacional de Geografia Agrária, no Rio de Janeiro (RJ), em 2006;
  • XIX Encontro Nacional de Geografia Agrária, em São Paulo (SP), em 2008;
  • XX Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Francisco Beltrão (PR), em 2010;
  • XXI Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Uberlândia (MG), em 2012;
  • XXII Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Natal (RN), em 2014;
  • XXIII Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Aracaju (SE), em 2016;
  • XXIV Encontro Nacional de Geografia Agrária, em Dourados (MS), em 2018.

Dos objetivos

O objetivo geral do XXIV Nacional de Geografia Agrária é a construção de um espaço crítico e diverso de reflexão, debate e socialização do conhecimento no que diz respeito à compreensão das principais questões que envolvem o campo brasileiro na atualidade, em estreito diálogo com outras áreas do conhecimento e com os saberes dos povos tradicionais e dos movimentos socioterritoriais, não somente na perspectiva contínua de renovação da teoria social crítica, mas especialmente, de nossa práxis, sem a qual, a ciência perde o seu sentido e o seu caráter transformador. Serão debatidos temas relacionados à centralidade da questão agrária brasileira, que tem se desdobrado na formação de interesses antagônicos expressos nas diferentes formas de apropriação territorial, como o uso da terra como reserva de valor; o desenvolvimento do agronegócio; os movimentos de luta pela terra/território e pela reforma agrária (como os camponeses, quilombolas, indígenas), com destaque especial aos povos indígenas, cabendo destacar que no Mato Grosso do Sul encontra-se a segunda maior população do país; a agroecologia; as ações do Estado, no direcionamento de políticas públicas, enfim, temas relevantes para a compreensão do campo brasileiro na atualidade.

Os debates organizados por meio dos eixos temáticos perpassarão pela temática central “Questão agrária e práxis social no século XXI: impasses, desafios e perspectivas”. O tema chama a atenção para a necessária relação entre teoria e prática, que deve permear nossas atividades acadêmicas. São muitos os desafios, expressos nos diferentes povos da terra, como os indígenas (com sua diversidade étnica, cultural e linguística) e camponeses (posseiros, rendeiros, proprietários), quilombolas, trabalhadores rurais assalariados, que cotidianamente lutam, constroem estratégias e alternativas para entrar na terra/território e nela permanecerem. Os dados do IBGE já demonstraram que são os pequenos que produzem o alimento que consumimos, na contramão dos recursos, que são destinados à produção de commodities e de agrocombustível. Paralelamente a esse modelo produtivo baseado no agronegócio, assiste-se no país a um processo de destruição a biodiversidade, intensificação da apropriação capitalista do espaço e do seu uso como mercadoria, impactando gravemente não somente sobre as populações tradicionais (camponeses e indígenas), mas também, sobre a população urbana. Tais questões necessitam ser debatidas, refletidas e transformadas em práxis social.

Assim, o encontro será estruturado em conferência de abertura e diálogos de encerramento, mesas redondas, Grupos de Trabalho para que possam ser debatidas as pesquisas, mas também, reflexões e ações propositivas que se julgarem necessárias; oficinas, atividades culturais, lançamento de livros, homenagens e trabalhos de campo. Espera-se dessa forma, promover também intercâmbios de cooperação acadêmica e científica entre pesquisadores vinculados a grupos de estudos da geografia agrária e demais interessados.

Eixos Temáticos do evento:

  • 1. Estado e Políticas Públicas no campo
  • 2. Assentamentos Rurais e alternativas para permanecer na terra
  • 3. Movimentos Sociais no Campo e Lutas pela Terra/território
  • 4. Agronegócio e Impactos socioambientais
  • 5. Comunidades Tradicionais, saberes e práticas
  • 6. Soberania alimentar e agroecologia
  • 7. Relação Capital x Trabalho no Campo
  • 8. Classe e gênero na questão agrária
  • 9. Relação Campo – Cidade
  • 10. Dinâmicas Migratórias, Mobilidade do Trabalho Rural
  • 11. Educação do/no Campo
  • 12. Questão agrária, fronteiras e mundialização
  • 13. Teorias Agrárias e Teorias Geográficas

PARTICIPE DO ENGA 2018.
ENCONTRO NACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA.

De 06 a 10 de novembro de 2018, em Dourados - MS, na sede da Universidade Federal da Grande Dourados.

Realização - ENGA 2018

Apoio - ENGA 2018